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Projeto de Revitalização do Museu do Expedicionário

Publicado: Quinta, 03 de Maio de 2018, 02h34 | Última atualização em Sexta, 15 de Junho de 2018, 14h18

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Após o término da 2ª Guerra Mundial, quando nossos expedicionários retornaram ao Brasil, os militares de carreira voltaram aos seus postos nos Quartéis e os voluntários civis sentiram-se desamparados, já que o Governo Federal iniciou a desmobilização da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ainda na Itália.

Os expedicionários paranaenses perceberam a necessidade de se criar uma instituição para prestar assistência aos ex-combatentes e aos familiares daqueles que perderam suas vidas nos campos de batalha na Itália, principalmente nas áreas da saúde, educação e previdência, e também um apoio para a recolocação no mercado de trabalho.

Esse grupo de civis e militares, preocupado com a situação de desamparo destes expedicionários, começou a se reunir para planejar como poderiam colocar em prática seus projetos de assistência. Fundaram, então, a Legião Paranaense do Expedicionário (LPE), em 1946. Entre os pioneiros estavam o General Panasco Alvin, Coronel Machado Lopes, Coronel Campelo, Coronel Jaime Araújo dos Santos, Sr Thomaz Walter Iwersen e Sr Felipe Aristides Simão.

As primeiras reuniões aconteceram numa gráfica, localizada no Bairro do Batel, de propriedade de Felipe Aristides Simão. Outros encontros ocorreram no Tiro Rio Branco e no Círculo de Estudos Bandeirantes, pois o grupo ainda não dispunha de sede própria.

Em 1951, graças ao trabalho de vários ex-combatentes e o apoio de vários colaboradores, a LPE inaugurou a Casa do Expedicionário (onde funciona atualmente o Museu do Expedicionário), que passou então a ser sua sede. Aos poucos, foram sendo organizados os trabalhos assistenciais nesta nova sede, que passou a acolher expedicionários de várias partes do Estado e algumas vezes de outras partes do Brasil.

A partir do final da década de 1970, ocasião em que o trabalho assistência já estava bastante reduzido por conta das novas leis que passaram a amparar os expedicionários, a LPE voltou-se para o trabalho memorial, planejando, com o apoio do Governo do Estado do Paraná, a operacionalização do Museu do Expedicionário.

Fundado em 19 de dezembro de 1980, a partir de um pequeno acervo já existente na LPE e com o apoio do Governo do Estado do Paraná, o Museu está instalado na Casa do Expedicionário, localizada na Praça do Expedicionário - Rua Comendador Macedo, 655. Com o passar do tempo, o Museu tornou-se um dos principais pontos turísticos de Curitiba e recebe atualmente cerca de 2.500 (dois mil e quinhentos) visitantes por mês, em sua maioria estudantes e turistas.

Em setembro de 2017, a LPE doou o prédio e todo o acervo do Museu ao Exército Brasileiro, que passou a administrá-lo com um pequeno efetivo de militares, contando ainda com o apoio do Governo do Estado do Paraná. Dessa forma, o Museu prossegue com sua missão principal de cultuar a memória da Força Expedicionária Brasileira e transmitir valores aos nossos jovens, como patriotismo, coragem e determinação.

O atual Diretor do Museu do Expedicionário é o Coronel (R1) Said Zendim, ex-comandante do 20º Batalhão de Infantaria Blindado, nomeado pelo Comandante da 5ª Região Militar por ocasião da doação do prédio e acervo para o Exército.

O Museu abriga significativa quantidade de material histórico e cultural, com um rico acervo de armas, equipamentos, uniformes, bandeiras, documentos, fotos e publicações que retratam a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial, permitindo que estudantes e pesquisadores entendam o Brasil da época e a realidade vivida pelos nossos expedicionários, que lutaram ao lado dos Aliados durante o conflito.

Ainda, em setembro de 2017, a nova Direção do Museu, em parceria com a LPE, lançou o Projeto de Revitalização do Museu do Expedicionário. O Projeto tem como foco a reforma nas instalações do Museu, para melhorar a apresentação de seu acervo, estreitar os laços com a comunidade estudantil e atrair a população para uma maior visitação. Tem como meta dobrar seu número de visitantes nos próximos três anos.

Com o apoio dos setores público e privado, o Museu passa por mudanças significativas, que o farão prosseguir, em melhores condições, com seu importante papel cultural e social junto à nossa população. Mesmo diante de tantas dificuldades, o Museu e seus colaboradores e parceiros continuam transmitindo, por meio de solenidades, apresentações, visitas guiadas e exposições temporárias, civismo e valores aos nossos jovens.

Durante o ano letivo, o Museu recebe, praticamente todos os dias, alunos das redes pública e privada interessados em aprender um pouco mais sobre a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial. A esses jovens não são transmitidos apenas conhecimentos a respeito daquele fato, mas também valores como patriotismo, coragem e determinação, que nortearam nossos expedicionários e hoje são tão caros à nossa juventude.

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